dimanche, novembre 27, 2005

uma tarde, um vento, um romance pra lêr, uma flôr pra despetalar

Uma tarde sem reflexões, sem pensar em nada,aceitando o que a vida pode acontecer
"Finja que agora eu era o seu brinquedo/Eu era o seu pião, o seu bicho preferido/Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo/No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido/Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim". (João e Maria)

Ouvi dizer, do teu olhar ao ver a flor
Não sei por que achou ser de um outro rapaz,
Foi capaz de se entregar...
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim,
mas mesmo assim

Minha flor serviu pra que você achasse alguém,
Um outro alguém que me tomou o seu amor
Eu fiz de tudo pra você perceber que era eu

Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final, sei meu lugar
Eu tive tudo sem saber quem era eu...

E eu que nunca amei a ninguém
Pude então, enfim amar.
(A flôr)

quais palavras serão sinceras se estão cheias de falantes
e todo mundo é falante
e falar é o primeiro passo pra falácia


Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e quanto levou foi pra eu merecer
antes de um mês eu já não sei
e até quem me vê, lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei

E ninguem dirá
que é tarde demais
que é tao diferente assim
o nosso amor
a gente é quem sabe pequena

Ah vai! Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
voce me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira

E ir onde o vento for
e pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar

Ah vai! Me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
pego carona
pra te acompanhar
(o último romance)

queria perdir desculpa, mas nao sem pra quem, não sei pq
queria pedir desculpa por existir

pedir desculpas pro espelho...

...vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mas
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
e isso por que?
Diz mais!
Uh, se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá
e se chover demais
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... ah!...
(O vento)